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Agenda – 29 de Julho a 4 de Agosto

Teatro

Hamlet (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Wagner Moura e grande elenco – Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis – Sextas e sábados às 20h e Domingos às 18h – R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

Quando as Máquinas Param – Com direção de Dan Rosseto - Teatrix – Rua Peixoto Gomide, 1066, Jardim Paulista - Sábados às 21h

Senhora dos Afogados (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com direção de Antunes Filho - SESC Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque - Sextas e sábados às 21h e Domingos às 19h – R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia e matriculados) e R$ 5,00 (comerciários)

Cartilha Feminina para Homens Machos (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Sheila Mello – Avenida Club – Av. Pedroso de Moraes, 1036, Pinheiros – Sábados às 21h – R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50 (meia)

Flores Brancas – Com Zeza Mota e Luciana Caruso – Teatro do Centro da Terra – Rua Piracuama, 19, Sumaré – Quintas às 21h30 – R$ 30,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

A Guerra dos Caloteiros – Com Cia. Ocamorana – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sextas e sábados às 21h30 e Domingos às 20h – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Teatro Infantil e Infanto-Juvenil

O Beijo na Terra (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Luana Melo – Teatro Augusta – Rua Augusta, 943, Cerqueira César – Sábados e domingos às 16h – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

O Conto do Reino Distante - Com o Grupo Faz e Conta – Teatro Ágora – Rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista – Sábados e domingos às 16h

O Foguete Notável - Com Cia. Orbital de Teatro – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sábados e domingos às 16h – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Dança

Entre Trilhas e Tramas – Com Cisne Negro Cia. de Dança – Teatro Municipal – Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Sexta e sábado às 21h e Domingo às 17h – De R$ 10,00 a R$ 30,00

Caso queira seu evento divulgado nessa sessão, mande um e-mail para contato@enteatro.com.br.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

Add comment 30 Julho 2008

Senhora dos Afogados

Senhor dos Afogados - Cartaz / DivulgaçãoCom a temporada prorrogada até 28 de setembro, continua em cartaz, no Teatro SESC Anchieta, o espetáculo Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues com adaptação e direção de Antunes Filho.

Qualquer texto de Nelson Rodrigues é profundo e exige grande dramaticidade e em especial este.  Além disso, é notório e conhecido o despudor em suas peças. Mas não é que se vê nessa montagem, totalmente construída de forma que o pudor prevaleça, exceto nas prostitutas que se mostram nuas. A concepção está muito aquém do universo rodrigueano, ao tentar se cercar de imagens mais inocentes e tentando trazer toda a situação para algo mais leve e bem menos pesado – dramático – do que realmente é.

O elenco, formado pelo Grupo de Teatro Macunaíma, é em geral razoável, com exceção dos três principais – Lee Thalor no papel de Misael, Valentina Lattuada no papel de D. Eduarda e Angélica di Paula no papel de Moema – que se destacam pela dramaticidade e técnica que demonstram em cena, fazendo com que a cena final dos três personagens dê vida a peça e faça o público sentir que aquilo é teatro.

Fred Mesquita, como um dos filhos, em suas poucas aparições também se mostra competente para o papel, assim como Eric Lenate, como o noivo; já o resto do elenco faz a coisa ficar morna, com gestos e trejeitos baseados em estereótipos desnecessários e que poluem a montagem.

A cenografia é construída de forma quase ausente, às vezes, até dificultando a compreensão do espaço no qual é construída aquela cena.

Pelo clamor que se tem em volta da montagem, espera-se muito mais – diz-se que Nelson é difícil de ser montado, e o é, para provar isso, basta assistir essa adaptação.

Elenco de Senhora dos Afogados / Divulgação

CONHEÇA MAIS: Você pode descobrir mais sobre o universo rodrigueano lendo os livros Teatro Completo de Nelson Rodrigues: Peças Míticas – Vol. 2 ou Senhora dos Afogados.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

5 comments 27 Julho 2008

Agenda – 22 a 28 de Julho

Teatro

Hamlet (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Wagner Moura e grande elenco – Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis – Sextas e sábados às 20h e Domingos às 18h – R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

Imperador e Galileu – Com Caco Ciocler, Dan Rosseto e grande elenco - Sesc Santana – Avenida Luiz Dumont Vilares, 579, Santana – Sextas e sábados às 21h e Domingos às 19h – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Quando as Máquinas Param – Com direção de Dan Rosseto - Teatrix – Rua Peixoto Gomide, 1066, Jardim Paulista - Sábados às 21h

Senhora dos Afogados (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com direção de Antunes Filho - SESC Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque - Sextas e sábados às 21h e Domingos às 19h – R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia e matriculados) e R$ 5,00 (comerciários)

Cartilha Feminina para Homens Machos (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Sheila Mello – Avenida Club – Av. Pedroso de Moraes, 1036, Pinheiros – Sábados às 21h – R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50 (meia)

Flores Brancas – Com Zeza Mota e Luciana Caruso – Teatro do Centro da Terra – Rua Piracuama, 19, Sumaré – Quintas às 21h30 – R$ 30,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Show

Dia 28

Show da banda Donna John (que conta com Nando Prado, Chris de Miss Saigon, no vocal) no Grazie a Dio localizado à Rua Girassol, 67, à partir das 21h30.

Caso queira seu evento divulgado nessa sessão, mande um e-mail para contato@enteatro.com.br.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

Add comment 23 Julho 2008

Hamlet com Wagner Moura

Hamlet, um dos desafios de Wagner Moura em sua carreira, está em cartaz no Teatro FAAP em São Paulo.

É surpreendente ver o talentoso elenco percorrendo aquela trama com momentos de comicidade incrível balanceados com interpretações dramáticas no ponto!

Wagner Moura e Tonico Pereira em cena de Hamlet/Divulgação

Wagner Moura e Tonico Pereira em cena de Hamlet

Se interpretar Hamlet é marcante na carreira de um ator, pode-se dizer que Wagner faz isso com muita habilidade, defendendo com garra o personagem e dando um ar que faz a platéia ficar presa do iníco ao fim. Como diz Hamlet no V Ato: “Estar pronto é tudo.” e é isso que se percebe em Wagner.

O resto do elenco está afiado em seus personagens, apesar de alguns estereótipos adotados em certos papéis. A opção de manter os atores em cena, mesmo quando não estão envolvidos na ação, resulta em uma encenação que se assume como teatro, mas que não perde a magia.

É gostoso ver uma história ser narrada e, ao mesmo tempo, poder perceber como ela é construída por aquele elenco, através dos olhares de atenção deles para a ação que ocorre e de seu apoio em montar o cenário enquanto não participa da encenação.

Tudo segue a linha do “menos é mais”, desde os cenários, figurino e objetos de cena até o a própria interpretação do elenco, que é minimalista, mas nem por isso sem força! Há também o uso da tecnologia, que é muito bem empregado, auxiliando na concepção de algumas cenas que podemos ver ao vivo e também em um telão ao fundo do palco que mostra as cenas captadas por um dos atores como cinegrafista, que nos leva a ver um outro lado da cena.

Leve, divertida e emocionante, a montagem certamente marca a carreira desse elenco e merece aplausos.

Elenco de Hamlet/Divulgação

Elenco de Hamlet

MÉDIA: 9.0

RECOMENDAÇÃO: Vá! Não perca a oportunidade de ver um trabalho muito bem desenvolvido por um elenco jovem e talentoso, além de ter a certeza de que encontrará diversão, emoção e ainda reflexão sobre a sociedade.

CONHEÇA MAIS: Você pode ler a peça original ou assistir adaptações para o cinema. Veja a lista:

Livro – Hamlet: Edição Adaptada Bilíngue

Livro – Hamlet ou Livro – Hamlet

DVD – Hamlet (Criterion Collection)

DVD – Hamlet de Franco Zeffirelli

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

*atualizado em 27 de Julho de 2008

7 comments 21 Julho 2008

Deus Danado

A peça com atores de Mossoró (RN) faz sua última apresentação amanhã, 20 de julho de 2008, no SESC Avenida Paulista. A temporada visou fomentar o conhecimento de companhias e montagens fora do eixo Rio – São Paulo e estabelecimento de público para essas, inclusive fornecendo ingressos gratuitos para estudantes de teatro.

A história escrita por João Denys resulta em uma montagem densa, que necessita de uma forte disponibilidade do espectador em compreender o que se passa em cena.

O elenco, de 4 pessoas, se divide em duas equipes, que se alternam entre as apresentações, enquanto um casal está em cena, o outro faz toda a sonoplastia e iluminação.

Mostrando as relações que surgem entre as pessoas através da seca, a peça rende pensamentos e interpretações subjetivas ao que é mostrado e ainda nos faz discutir o teatro atual com outras propostas de interpretação e como ela se relaciona com os limites humanos.

Ainda que de difícil apelo ao público de São Paulo e com uma montagem que necessita de um grande despreendimento do público para ser absorvida, a peça é um grande passo em relação ao conhecimento, por parte do público paulistano, de companhias teatrais de todo o território nacional.

Elenco de Deus Danado em cena do espetáculo

Elenco de Deus Danado em cena do espetáculo

MÉDIA: 7.0

RECOMENDAÇÃO: Cumpre seu papel, mas exige vontade do espectador para compreender tudo o que passa, portanto, vá preparado para ser solicitado a entrar no mundo do teatro como público atuante e não somente como entretenimento passivo.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

2 comments 20 Julho 2008

West Side Story

Em 2007, a Takla Produções Artísticas trouxe um musical que foi muito elogiado pela crítica e pelo público, My Fair Lady. Neste ano, o diretor Jorge Takla tenta repetir o sucesso com outro clássico dos musicais, West Side Story, que conta a história de Maria e Tony, um casal inspirado em Romeu e Julieta, que luta para ficar junto, mesmo pertencendo a gangues inimigas.

Com música de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, o musical tem versão brasileira assinada por Cláudio Botelho, que consegue fazer versões que funcionam bem, mas nem de longe possuem a dinâmica das letras de Sondheim. Além disso, Botelho consegue achar soluções geniais para difíceis problemas (como a música “Tonight”, que em português foi adaptada para “Você”), mas não consegue fugir dos lugares comuns em músicas mais simples de serem versionadas.

Os cenários, assinados por Jorge Takla, são bonitos e adequados, pois apesar de serem pequenos para não atrapalhar os números de dança, possuem uma impressionante riqueza de detalhes. A troca dos cenários acontece de maneira rápida e dinâmica, sem pano branco como acontecia em My Fair Lady. O diretor também é o responsável pela iluminação, que pode incomodar a princípio os fãs acostumados com as cores do filme, mas que são fiéis a montagem da Broadway de 1957.

No elenco, Fred Silveira consegue com seu timbre suave dar uma nova cara ao personagem Tony. No papel de Maria está Bianca Tadini, que merecidamente volta a ocupar um lugar de protagonista após ser substituta em “O Fantasma da Ópera” e “My Fair Lady”. Ela consegue fazer uma Maria apaixonante e impressiona a platéia com a facilidade que tem em alcançar as notas mais altas. Sara Sarres como Anita é quem mais surpreende em um papel bem diferente daquele que o público está acostumado a vê-la e mostra total domínio na dança, canto e atuação. Francarlos Reis também brilha, mesmo em um papel pequeno.
O restante do elenco se mostra muito afiado e competente no canto e nos complicados números de dança, mas por ser um musical com uma grande quantidade de diálogos, fica claro que existe uma certa deficiência de alguns membros do coro no quesito atuação.
A orquestra sob a regência de Vânia Pajares é um espetáculo à parte, principalmente ao final do espetáculo, quando tocam a música que serviu de abertura na versão cinematográfica.

No final, o saldo é positivo e Jorge Takla consegue mais uma vez fazer um espetáculo com grande qualidade técnica e que somente perde alguns pontos na atuação e na história. Apesar de muitos insistirem que a trama se mantem atual nos nossos dias, é difícil levar a sério uma briga de gangues que se vestem de cores diferentes, com data e hora marcadas, ainda mais com a violência que vivemos não só no Brasil, mas no mundo todo. O amor de Tony e Maria também é outro ponto questionável, pois tudo acontece muito rápido na trama e acaba sendo até difícil se envolver e torcer pelo amor dos dois. No entanto, estes são problemas que já existiam na produção original.

Sara Sarres e Frederico Silveira em West Side Story

MÉDIA: 8.0

RECOMENDAÇÃO: Preste atenção na cena do Ballet no início do segundo ato, uma das músicas mais bonitas, cantada pela talentosa Daniela Vega.

Leonardo Polo

leonardo@enteatro.com.br

Add comment 12 Junho 2008

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