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Novos Velhos Dias

Novos Velhos Dias/Flávio Tolenzani

A comédia Novos Velhos Dias voltou em cartaz no Teatro da Vila em São Paulo. De forma futurista, seu enredo mostra o drama vivido pelo último ator humano, quando este é substituído por uma atriz robô perfeita que além de tudo é capaz de amar.

O questionamento trazido em cena pela Cia. da Gema, reflete as conversas do elenco sobre um futuro próximo, que ali é traduzido com um humor ácido e muita ironia, porém a intenção é divertir o público e não levá-lo a pensar na questão crítica – o que conseguem com maestria.

O elenco defende o texto mostrando como será a situação das pessoas nesse futuro e destaca-se a atuação do mendigo, que tem a capacidade de gerar uma grande empatia com a platéia.

Um dos destaques da montagem é a utilização de referências tecnologias pelo cenário, que é composto por televisões que exibem mensagens contextualizando a cena.

A peça fica em cartaz até 31 de agosto no Teatro da Vila que fica localizado na Rua Jericó, 256. Confira também o site da peça – www.novosvelhosdias.com – e imprimar a filipeta para ter 50% de desconto.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

2 comments 7 Agosto 2008

Quando as Máquinas Param

Quando as Máquinas Param

A peça, de Plínio Marcos, tem direção de Dan Rosseto e conta com Fernando Belo e Ligia Paula Machado no elenco.

O texto mostra o cotidiano de um jovem casal formado por Nina e Zé, cuja condição social leva um relacionamento estável e baseado no carinho a sofrer grandes abalos.

Ao entrar no pequeno teatro, que já garante um clima bastante intimista, você se depara com um cenário que remete a cozinha de uma casa bem simples e pode pensar “Lá vem mais uma montagem sobre a pobreza… que chato!” – Engano! A peça surpreende em todos os sentidos!

Logo no início, os dois jovens atores mostram que a cena teatral de São Paulo renova seus talentos e que técnica e paixão pelo teatro podem caminhar juntos, resultando num brilhante trabalho de atuação, apesar da pouca idade. A valorização do texto, através da construção de personagem que cada um fez, fica evidente.

A direção de Dan Rosseto proporciona uma montagem que não cansa a platéia, com ótimas opções para transição de tempo e local da ação somadas a uma brilhante trilha sonora. O diretor consegue criar aquele clima gostoso que faz com que os espectadores queiram mais e mais daquela história.

Ótima opção para se divertir no sábado à noite, Quando as Máquinas Param ainda leva a reflexão sobre as diferenças sociais, o desemprego, o amor, as relações humanas e o limite de cada um.

A peça fica em cartaz até o final de agosto, sempre aos sábados às 21h30 no Teatrix, localizado na Rua Peixoto Gomide, 1066. Os ingressos custam R$ 20,00.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

1 comment 5 Agosto 2008

Agenda – 5 de Agosto a 11 de Agosto

Teatro

Hamlet (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Wagner Moura e grande elenco – Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis – Sextas e sábados às 20h e Domingos às 18h – R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

Quando as Máquinas Param (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com direção de Dan Rosseto  e Fernando Belo e Ligia Paula Machado no elenco – Teatrix – Rua Peixoto Gomide, 1066, Jardim Paulista - Sábados às 21h30 – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Cartilha Feminina para Homens Machos (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Sheila Mello – Avenida Club – Av. Pedroso de Moraes, 1036, Pinheiros – Sábados às 21h – R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50 (meia)

Flores Brancas – Com Zeza Mota e Luciana Caruso – Teatro do Centro da Terra – Rua Piracuama, 19, Sumaré – Quintas às 21h30 – R$ 30,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

A Guerra dos Caloteiros – Com Cia. Ocamorana – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sextas e sábados às 21h30 e Domingos às 20h30 – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Ultralight (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Edi Fonseca e Zeza Mota – Teatrix – Rua Peixoto Gomide, 1066, Jardim Paulista - Sextas  às 21h30 – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Novos Velhos Dias (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Cia. da Gema – Teatro da Vila – Rua Jericó, 256, Vila Madalena – Sábados às 21h e Domingos às 20h30 – R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Desenconstros Clandestinos (Em breve, confira aqui, no ENTEATRO, a crítica do espetáculo) – Com Kito Junqueira – Teatro União Cultural – Rua Mario Amaral, 209, Paraíso – Sextas e sábados às 21h30 e Domingos às 20h – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Teatro Infantil e Infanto-Juvenil

O Beijo na Terra (Confira aqui a crítica do espetáculo) – Com Luana Melo – Teatro Augusta – Rua Augusta, 943, Cerqueira César – Sábados e domingos às 16h – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

O Conto do Reino Distante - Com o Grupo Faz e Conta – Teatro Ágora – Rua Rui Barbosa, 672, Bela Vista – Sábados e domingos às 16h

O Foguete Notável - Com Cia. Orbital de Teatro – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sábados e domingos às 16h – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Meia, Sapato, Chulé… Tudo Dá no Pé! – Com  Cia. FeijamKarroz – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sábados e domingos às 16h – R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Os Meninos e as Pedras – Com Núcleo Entrelinhas de Teatro – Teatro Coletivo Fábrica – Rua da Consolação, 1623, Consolação – Sábados às 21h30 e Domingos às 20h – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Caso queira seu evento divulgado nessa sessão, mande um e-mail para contato@enteatro.com.br.

Add comment 5 Agosto 2008

Ultralight

Elenco de Ultralight / Jô Capusso

Ultralight entrou em cartaz na última sexta, 1º de agosto, no Teatrix. A peça mostra o universo feminino na relação de Julia e Suzana, duas irmãs que, quando se encontram depois da morte do pai, não conseguem demonstrar afeto e carinho. Zeza Mota e Edi Fonseca conseguem levar a platéia – com ajuda do clima intimista que o Teatrix proporciona – a mergulhar naquela relação conflituosa junto com as personagens.

O texto de Jarbas Capusso Filho mostra a falência da inocência, a culpa, a solidão: Julia sempre viveu na casa dos pais e cuidou do pai até a sua morte. Suzana mora nos Estados Unidos e lá se tornou uma escritora de sucesso. De volta ao Brasil, Suzana tem que decidir, junto com a irmã, onde serão depositadas as cinzas do pai.Entre as sucessivas tentativas de resgate do amor entre as irmãs surgem diálogos ao mesmo tempo cortantes, irônicos e divertidos.

A cenografia, com objetos sempre na cor branca, junto com o figurino, que segue o mesmo padrão, dão um tom onírico e até de loucura a toda a encenação.

Com direção de Tatiane Daud, que garante emoção aos movimentos das atrizes, a peça se sustenta como um drama com momentos de comicidade incríveis e que leva a reflexão acerca dos limites do relacionamento humano, do amor e da loucura provocada pela solidão.

A montagem fica em cartaz até o final de novembro, sempre às sextas às 21h30 no Teatrix, localizado na Rua Peixoto Gomide, 1066. Os ingressos custam R$ 30,00.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

4 comments 4 Agosto 2008

Senhora dos Afogados

Senhor dos Afogados - Cartaz / DivulgaçãoCom a temporada prorrogada até 28 de setembro, continua em cartaz, no Teatro SESC Anchieta, o espetáculo Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues com adaptação e direção de Antunes Filho.

Qualquer texto de Nelson Rodrigues é profundo e exige grande dramaticidade e em especial este.  Além disso, é notório e conhecido o despudor em suas peças. Mas não é que se vê nessa montagem, totalmente construída de forma que o pudor prevaleça, exceto nas prostitutas que se mostram nuas. A concepção está muito aquém do universo rodrigueano, ao tentar se cercar de imagens mais inocentes e tentando trazer toda a situação para algo mais leve e bem menos pesado – dramático – do que realmente é.

O elenco, formado pelo Grupo de Teatro Macunaíma, é em geral razoável, com exceção dos três principais – Lee Thalor no papel de Misael, Valentina Lattuada no papel de D. Eduarda e Angélica di Paula no papel de Moema – que se destacam pela dramaticidade e técnica que demonstram em cena, fazendo com que a cena final dos três personagens dê vida a peça e faça o público sentir que aquilo é teatro.

Fred Mesquita, como um dos filhos, em suas poucas aparições também se mostra competente para o papel, assim como Eric Lenate, como o noivo; já o resto do elenco faz a coisa ficar morna, com gestos e trejeitos baseados em estereótipos desnecessários e que poluem a montagem.

A cenografia é construída de forma quase ausente, às vezes, até dificultando a compreensão do espaço no qual é construída aquela cena.

Pelo clamor que se tem em volta da montagem, espera-se muito mais – diz-se que Nelson é difícil de ser montado, e o é, para provar isso, basta assistir essa adaptação.

Elenco de Senhora dos Afogados / Divulgação

CONHEÇA MAIS: Você pode descobrir mais sobre o universo rodrigueano lendo os livros Teatro Completo de Nelson Rodrigues: Peças Míticas – Vol. 2 ou Senhora dos Afogados.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

5 comments 27 Julho 2008

Hamlet com Wagner Moura

Hamlet, um dos desafios de Wagner Moura em sua carreira, está em cartaz no Teatro FAAP em São Paulo.

É surpreendente ver o talentoso elenco percorrendo aquela trama com momentos de comicidade incrível balanceados com interpretações dramáticas no ponto!

Wagner Moura e Tonico Pereira em cena de Hamlet/Divulgação

Wagner Moura e Tonico Pereira em cena de Hamlet

Se interpretar Hamlet é marcante na carreira de um ator, pode-se dizer que Wagner faz isso com muita habilidade, defendendo com garra o personagem e dando um ar que faz a platéia ficar presa do iníco ao fim. Como diz Hamlet no V Ato: “Estar pronto é tudo.” e é isso que se percebe em Wagner.

O resto do elenco está afiado em seus personagens, apesar de alguns estereótipos adotados em certos papéis. A opção de manter os atores em cena, mesmo quando não estão envolvidos na ação, resulta em uma encenação que se assume como teatro, mas que não perde a magia.

É gostoso ver uma história ser narrada e, ao mesmo tempo, poder perceber como ela é construída por aquele elenco, através dos olhares de atenção deles para a ação que ocorre e de seu apoio em montar o cenário enquanto não participa da encenação.

Tudo segue a linha do “menos é mais”, desde os cenários, figurino e objetos de cena até o a própria interpretação do elenco, que é minimalista, mas nem por isso sem força! Há também o uso da tecnologia, que é muito bem empregado, auxiliando na concepção de algumas cenas que podemos ver ao vivo e também em um telão ao fundo do palco que mostra as cenas captadas por um dos atores como cinegrafista, que nos leva a ver um outro lado da cena.

Leve, divertida e emocionante, a montagem certamente marca a carreira desse elenco e merece aplausos.

Elenco de Hamlet/Divulgação

Elenco de Hamlet

MÉDIA: 9.0

RECOMENDAÇÃO: Vá! Não perca a oportunidade de ver um trabalho muito bem desenvolvido por um elenco jovem e talentoso, além de ter a certeza de que encontrará diversão, emoção e ainda reflexão sobre a sociedade.

CONHEÇA MAIS: Você pode ler a peça original ou assistir adaptações para o cinema. Veja a lista:

Livro – Hamlet: Edição Adaptada Bilíngue

Livro – Hamlet ou Livro – Hamlet

DVD – Hamlet (Criterion Collection)

DVD – Hamlet de Franco Zeffirelli

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

*atualizado em 27 de Julho de 2008

7 comments 21 Julho 2008

Musicais no Brasil – Temporada de 2008/2009

Com o sucesso da volta dos musicais no Brasil, a temporada de 2008/2009 promete várias grandes produções com diversos estilos diferentes. Já existem rumores para outras, mas irei falar aqui somente das que já foram confirmadas.

Avenida Q (Avenue Q)

Conta a história de Princeton, um jovem recém formado com grandes sonhos e pouco dinheiro, que logo descobre que a única vizinhança em que pode alugar uma moraJohn Tartaglia (Princeton)dia é na avenida Q. Entres os vizinhos há Bryan, o comediante desempregado, e sua noiva, a terapeuta Christmas Eve; Nicky, o esperto e bom de coração e seu companheiro de quarto Rod, um banqueiro de investimento republicano que parece ter alguma espécie de segredo; há ainda um viciado em pornografia de Internet, chamado Trekkie Monster, e uma linda professora e assistente do jardim de infância, chamada Kate Monster. E você acreditaria que o superintendente do edifício é Gary Coleman? (Sim, esse Gary Coleman.) Juntos, Princeton e seus novos amigos esforçam-se para encontrar trabalhos, datas e a finalidade de suas vidas.

Musical protagonizado por bonecos, no estilo Vila Sésamo, só que direcionado para o público adulto, onde as músicas, compostas por Robert Lopez e Jeff Marx, incluem temas esclarecedores como “If You Were Gay” (Se Você Fosse Gay), “Everyone’s a Little Bit Racist” (Todo Mundo é um Pouco Racista) e “The Internet is For Porn” (Internet é para Pornografia). Foi o vencedor do Tony Awards de melhor musical em 2004. Se encontra atualmente em cartaz na Broadway e Londres.

No Brasil terá direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho (de “A Noviça Rebelde” – veja aqui).

Previsão de estréia para o segundo semestre de 2008, no Rio de Janeiro.

Cabaret

Berlim no início da década de 30. O nazismo fazia sua ascensão meteórica, mas a grande maioria dasLiza Minelli como Sally Bowles pessoas ainda não tinha noção do terrível poder no qual aquela força política se transformaria. Sally Bowles, uma jovem americana que canta no Cabaré “Kit Kat Club” e sonha em ser tornar uma estrela, se apaixona por Brian Roberts, que é bissexual. Ambos se envolvem com Maximillian von Heune, um rico e nobre alemão. Quando Sally fica grávida, Brian diz que quer casar e declara não se importar de quem seja o filho. Mas o futuro lhes reserva outro destino.

Musical bastante polêmico pela sua temática e conteúdo. Em sua última montagem britânica, incluiu-se cenas de nudismo, Sally Bowles vestida de freira, entre outros. As músicas são de Fred Ebb e John Kander, como “If You Could See Her” (Se Você Pudesse Vê-la), onde Emcee, o mestre de cerimônias do Kit Kat Club, canta junto de uma gorila, fazendo apologia ao relacionamento de dois personagens do musical. Ele, nazista, e ela, judia. O último verso da música diz “Se você pudesse vê-la com meus olhos, ela não pareceria judia”. E claro, os sucessos memoráveis como “Maybe This Time”, “Cabaret” e “Money, Money”. Foi vencedor do Tony Awards de melhor musical em 1966 e de melhor revival em 1998.

No Brasil, a produção está encarregada da grande empresa T4F (de “Miss Saigon”) e seguirá a montagem argentina. As audições já ocorreram mas ainda não há nada confirmado sobre o elenco.

Previsto para o segundo semestre de 2008, em São Paulo.

Essa é a Nossa Canção (They’re Playing Our Song)

Uma comédia-musical que fala da tempestuosa relação entre um consagrado compositor, Vernon Gersh, e uma talentosa letrista, Sônia Walsk.

Vivendo mundos absolutamente diferentes, o encontro dos dois é promovido por suas gravadoras, quando percebem que profissionalmente, eles podem formar uma dupla perfeita. Assim, à medida que, entre eles, a música flui, eles também vão se aproximando, se apaixonando e navegando em um mar de divergências: ele, arrumadinho; ela,alternativa; ele, sistemático; ela, criativa. Remando contra a maré, os dois deixam a relação acontecer, mesmo que desafinada: ele, inseguro, tentando se entregar ao sentimento; ela, confusa, tentando se livrar de sua relação anterior.

O musical estreiou na Broadway em 1979, seguido no ano seguinte por uma produção britânica e conta com a composição de Carole Bayer Sager e Marvin Hamlisch.

No Brasil, teremos Tadeu Aguiar (de “My Fair Lady”) no papel de Vernon e Amanda Acosta (também de “My Fair Lady”) no papel de Sônia.

Previsão para Janeiro de 2009, em São Paulo.

Gipsy (Gypsy)

Musical baseado nas memórias de Gypsy Rose Lee, grande nome do strip-tease americano. Desde pequena,Patti LuPone (Mama Rose) e Laura Benanti (Louise) Rose sempre sonhou com o sucesso. E esse desejo a transformou em uma mãe dedicada e incansável, cujo único objetivo era a fama para suas filhas, June e Louise. Dirigindo uma pequena companhia de teatro, as três viajaram através dos Estados Unidos, apresentando seu espetáculo. Passaram por momentos difíceis, conheceram o amor, a alegria e a dor de suas constantes mudanças. Mas o brilho do sucesso foi ficando cada vez mais difícil de ser alcançado. Abandonada por June, que decide deixar para trás a vida de artista, Rose é obrigada a investir todos seus esforços em sua outra filha, Louise. Até que, no momento mais decadente de suas vidas, o destino prepara mais uma de suas reviravoltas e surge, finalmente, a grande chance! Do dia para a noite, a tímida Louise se transforma em sensação internacional e inica uma nova carreira, cheia de surpresas, luxo e romance.

Vencedor do Tony Awards de melhor revival em 1989, encontra-se atualmente com outro revival na Broadway, com Patti LuPone (Mama Rose), Laura Benanti (Louise) e Boyd Gaines (Herbie), todos vencedores do Tony Awards desse ano por, respectivamente, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor ator coadjuvante. Conta com composição de Jule Styne e Stephen Sondheim, e inclui música memoráveis como “Everything’s Coming Up Roses”, “You Gotta Get a Gimmick” e “Rose’s Turn”.

No Brasil, teremos Totia Meirelles (de “Garota Glamour”) no papel de Mama Rose e Adriana Garambone (de ‘Cole Porter, ele nunca disse que me amava” e “Chicago”), que comprou os direitos do musical, no de Louise. Direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Previsão de estréia para o segundo semestre de 2008 ou início de 2009, no Rio de Janeiro.

Hairspray

Marissa Jaret Winokur (Tracy Turnblad)O ano é 1962, a segregação racial e o preconceito ainda assolavam Baltimore. Entretanto, nada disso afeta o bom-humor e alto astral da rechonchuda Tracy Turnblad, uma garota cheia de simpatia que sonha em dançar no principal programa de TV, o “The Corny Collins Show”. E mesmo sem os “padrões” necessários para isso, realiza seu sonho. À partir daí, começa uma luta por uma causa maior, a integração.

Vencedor do Tony Awards de melhor musical em 2003, e contando com a composição de Marc Shaiman e Scott Wittman, o musical está atualmente em cartaz na Broadway e Londres. Existe uma versão cinematográfica, que saiu ano passado, contando com John Travolta, Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, entre outros.

No Brasil, será trazido pela Chaim Produções (de “Os Produtores”) e contará com a adaptação de Miguel Falabella (também de “Os Produtores”).

Sem previsões no momento, mas acredita-se que seja em 2009, na cidade de São Paulo.

Into the Woods

Conheça a vida dos mais famosos personagens de contos de fadas depois do “felizes para sempre”. Um padeiro e sua esposa viajam para um bosque a procura de uma vaca, uma capa vermelha, um par deKerry O'Malley (Mulher do Padeiro), Stephen DeRosa (O Padeiro), Vanessa Williams (A Bruxa) chinelos dourados e alguns feijões mágicos – tudo necessário para transformar a maldição de suas vidas. Eles encontram um grupo de personagens como Chapéuzinho Vermelho, Rapunzel, João, Cinderela, entre outros; e suas estórias se entrelaçam dentro do bosque, onde tudo é possível.

Vencedor do Tony Awards de melhor revival em 2002 e com composição do grande Stephen Sondheim, inclui as famosas canções “Children Will Listen” e “No One Is Alone”. É considerado um dos clássicos do Sonheim e rumores não faltam para uma versão cinematográfica.

No Brasil, será trazido pela Master Produções Artísticas e Culturais (de “Aida”).

Sem previsão, com indícios de realização no final desse ano ou início de 2009.

Jane Eyre

Marla Schaffel (Jane Eyre) e James Stacy Barbour (Rochester)Órfã, Jane Eyre está sob os cuidados de sua tia, que simplesmente não tolera a personalidade forte e decidida da menina e, por isso, a manda para um rígido colégio interno. Dez anos depois, Jane tornou-se professora e vai trabalhar no castelo Thornfield Hall como governanta de Adele, a protegida do atormentado e solitário Edward Rochester. Logo se sente atraída pelo misterioso patrão. E o que parecia impossível acontece. Ele também se apaixona. Mas quando estão prestes a se casar, o segredo que Rochester esconde vem à tona e pode pôr fim à felicidade de Jane.

O musical abriu na Broadway em 2000, baseado na obra de Charlotte Brontë e com composição de Paul Gordan. Uma versão revisada está prevista para estrear até 2009, nos Estados Unidos, onde seguirá fazendo tours regionais.

No Brasil, será trazido por Saulo Vasconcelos (de “O Fantasma da Ópera”) e Sara Sarres (de “West Side Story”), que compraram os direitos juntos e irão protagonizar. Ele no papel de Edward Fairfax Rochester e ela no papel de Jane Eyre.

Sem previsões para estréia, mas tudo indica que para o início de 2009, em São Paulo.

Assista ao vídeo, produzido por Denny Naka, em que Saulo e Sara comentam sobre esse novo projeto e apresentam algumas canções.

Legalmente Loira (Legally Blonde)

Elle Woods é uma garota loira e linda que repentinamente tem seu namoro rompido porLaura Bell Bundy (Elle Woods) ser considerada fútil demais pelo namorado. Disposta a reconquistá-lo, ela vai para a Universidade de Harvard, onde ele estuda, para fazer Direito e provar que é inteligente. Lá encontra muitas dificuldades, como ver que a nova namorada de seu ex-Warner está noiva dele.

Musical baseado no filme estrelado por Reese Witherspoon, atualmente em cartaz na Broadway, é considerado um hit, com composição de Laurence O’Keefe e Nell Benjamin.

No Brasil, Luciana Vendramini comprou os direitos e irá protagonizar. A produção ficou nas mãos de Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Previsão para outubro desse ano, em São Paulo.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

15 comments 24 Junho 2008

Gota D’Água

O musical de Chico Buarque e Paulo Pontes, Gota D’Água, está em cartaz no SESC Vila Mariana em São Paulo com ingressos esgotados.

Adaptação do clássico Medéia para a realidade brasileira, a montagem é repleta de surpresas, a começar por um elenco encabeçado por Izabella Bicalho, que dá um show de garra no palco. Seus colegas em cena também mostram uma qualidade impecável e têm algo raro hoje em dia, a capacidade de interpretação, não são somente cantores que se aventuram a dar vida a algum papel, mas atores que vivem aquele drama todo, que, se é que isso ainda é possível hoje, te fazem viver a famosa catarse, citada na Poética de Aristóteles.

Musicais e trama envolventes somados a um elenco de qualidade resultam em um dos melhores musicais em cartaz esse ano. Merecidas as várias indicações ao prêmio Shell.

Izabella Bicalho (de preto) em cena de Gota D\'água

MÉDIA: 10.0

RECOMENDAÇÃO: Imperdível. Pena que está esgotado!

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

2 comments 19 Junho 2008

Waterwall

O espetáculo Waterwall, conhecido mundialmente pelas suas coreografias com água, esteve no Brasil, nas últimas três semanas.

Quem acompanhou a última sessão da companhia italiana Materiali Resistenti Dance Factory no Credicard Hall em São Paulo, pode perceber uma casa vazia com aplausos frios. Qual seria o motivo?

Sendo o espetáculo mais famoso da Cia. por suas coreografias junto a uma queda d’água artificial montada no palco, que despeja aproximadamente 16 mil litros de água por sessão (convenhamos, com a atual preocupação mundial quanto a escassez de água, esse dado mostra uma desperdício absurdo!), espera-se que seja cheio de emoção. Aí que começa o problema… os integrantes esbanjam energia e vontade, mas as coreografias não são muito elaboradas, comprometendo a sensibilização do público, fica um gosto de que poderiam existir passos mais complexos, que tivessem o fator risco ao invés daqueles passos que mostram total segurança do elenco.

Fato dois: qual o tamanho da queda d’água que você imagina quando começa a ler sobre espetáculo? No mínimo algo grandioso? Pois é! A “cachoeira”, guardadas as devidas proporções, pode ser comparada a uma ducha.

Fato três: sincronismo é necessário! é complicado assistir a um espetáculo de dança, quando cada um do grupo está em uma etapa dos passos.

Imagem do Espetáculo Waterwall (Divulgação)

MÉDIA: 4.0

RECOMENDAÇÃO: Fique em casa! Não merece o seu dinheiro…

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

3 comments 12 Junho 2008

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