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Revival de Godspell é cancelado

O revival de Godspell que já havia sido anunciado e que estava previsto ainda para esse ano, inclusive com elenco já selecionado, foi cancelado. Fontes indicam que o produtor Adam Epstein estava sem 1 milhão da produção de 4,5 milhões.

Os atores, que iriam começar os ensaios semana que vem, descubriram sobre o cancelamento via email pelo diretor. Muitos haviam saido de outros trabalhos (como Joshua Henry, que faria o papel de Judas e saiu de In the Heights) e agora deverão procurar um novo trabalho numa época em que a situação financeira da Broadway não está nada boa.

E como prova, temos o revival de Brigadoon, Nice Work, If You Can Get It e a peça For Colored Girls Who Have Considered Suicide When the Rainbow Is Enuf que tiveram que ser adiadas devido aos mesmos problemas. Brigadoon quase não encontrou um teatro disponível, e fontes dizem que juntar o dinheiro da produção não foi nada fácil. Nice Work, If You Can Get It ia ter sua estréia em Boston, mas foi cancelada e os produtores pretendem começar logo na Broadway. E boa parte do dinheiro de Colored Girls simplesmente “evaporou”, o que provavelmente levará a questão, em breve, em juízo.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

Add comment 15 Agosto 2008

Musicais na Broadway – Temporada 2008/2009

Após um Tony Awards, temos o que é considerado uma nova temporada na Broadway, que segue até a divulgação da lista dos indicados para o Tony do ano seguinte.

O primeiro musical dessa nova temporada, que inclusive já está sendo aclamado pela crítica, é o [title of show]. É uma história baseada em fatos reais sobre dois fãs de musicais, Hunter e Jeff, que querem participar do Festival de Teatro Musical em Nova Iorque e para isso devem criar um musical em 3 semanas. Chamam mais duas amigas, Susan e Heidi, para ajudar e assim começa o longo processo de criação. Já teve performances em 2006 no Off-Broadway, onde havia sido planejado ficar só por 2 meses mas acabou prolongado para 3 meses e meio.

Logo depois veio A Tale of Two Cities. Baseado no livro de Charles Dickens, a trama centra-se nos anos que precederam a Revolução Russa e vai até o Terror dos Jacobinos. Também está recebendo críticas maravilhosas e já teve performances anteriores, em 2007 na Flórida, onde durou por dois meses. O elenco conta com nomes como Aaron Lazar (The Light in the Piazza) como Charles Darnay e James Barbour (Jane Eyre) como Sydney Carton.

E agora vamos aos que estão por vir. Em setembro, chega 13. Musical original que conta a história de Evan Goldman, de 13 anos, que após o divórcio de seus pais tem que se mudar de Nova Iorque para Indiana. Com isso, vemos seu dilema quando essa mudança entra em conflito com seu Bar Mitzvah. Já teve performances em Los Angeles por um mês, em 2007. Depois a uns meses atrás em Connecticut, por mais um mês. Conta com o elenco e músicos todos adolescentes (que provavelmente serão os mesmos das montagens anteriores) e com letra e música de Jason Robert Brown (The Last 5 Years).

Também em setembro, chega um revival de Godspell. Basicamente, é uma moderna versão do Evangelho Segundo São Mateus onde através de parábolas, canções e danças são narrados os últimos dias da vida de Jesus. O elenco contará com Gavin Creel (Mary Poppins) como Jesus, Joshua Henry (In the Heights) como Judas, e também já anunciou nomes como Diana DeGarmo (Hairspray) e Kyle Post (RENT), porém seus personagens ainda não foram revelados. Letra e música de Stephen Schwartz (Wicked).

Em outubro, chega Billy Elliot. Baseado no filme homônimo de 2000, conta a história de um garoto que, através de seu amor inesperado pela dança, embarca numa viagem de auto-descoberta num mundo de greves, estereótipos culturais, uma família em crise e uma professora de ballet determinada. Assim como Mary Poppins, esse foi o caso onde o musical fez sua estréia no West-End e com seu sucesso, conseguiu sua tranferência para Broadway. O musical está em Londres desde 2005 e não mostra sinais de fechar tão cedo. No elenco terá Haydn Gwynne como a Sra. Wilkinson (que originou o papel em Londres), Carole Shelley (Wicked) como a Avó, Gregory Jbara (Dirty Rotten Scoundrels), e 3 Billys que irão alternar entre si, David Alvarez, Trent Kowalik e Kiril Kulish. Música de Elton John e letras de Lee Hall.

Em novembro, é hora do ogro mais amado de todos os tempos, Shrek. Também baseado no filme homônimo de 2001 que dispensa sinopse. Irá ter sua premiere em Seattle, e conta com um elenco de primeira. Brian d’Arcy James (The Apple Tree) será Shrek, Sutton Foster (Thoroughly Modern Millie) Fiona, Chester Gregory II (Tarzan) o Burro, Christopher Sieber (Spamalot) Lord Farquaad, John Tartaglia (Avenue Q) o Pinóquio e Kecia Lewis-Evans (The Drowsy Chaperone) o Dragão.

Agora indo pra 2009. Em fevereiro, teremos um revival de West Side Story. Também dispensa sinopse, porém essa produção promete ser completamente diferente de todas as que já foram produzidas até hoje. Não sei se foi influência de In the Heights (musical latino-americano que está fazendo um sucesso estrondoso atualmente) mas irá ser adicionado palavras em espanhol, tanto nas falas como nas canções. Arthur Laurents, autor do libretto original que irá dirigir esse revival, afirmou que terá uma autencidade maior comparada com a versão original, pois cada membro de ambas as gangues eram “apenas” assasinos potenciais. Agora, de fato, eles serão. Somente Tony e Maria serão os que tentam morar num “mundo diferente”. Sem confirmações nenhuma sobre elenco ainda.

Também em fevereiro, a estréia de Good Work If You Can Get It, um musical novo que já entrega que terá músicas dos legendários George e Ira Gershwin. Terá uma premiere em Boston no final desse ano, e conta com Harry Connick Jr. (The Pajama Game) como protagonista. Nada mais foi anunciado.

Sem um mês exato mas programado pra 2009, será hora de 9 to 5. Baseado no filme homônimo (que aqui no Brasil ficou “Como Eliminar Seu Chefe”), contará com letra e música de Dolly Parton, que fez sua estréia nos cinemas com o filme em questão. Ele conta sobre quatro mulheres de personalidades distintas que trabalham juntas num escritório. Uma delas é a secretária que imaginam ter um caso com o chefe, um sujeito mal-educado, cruel e machista. Motivos suficientes para que elas se tornem amigas e decidam fazer o que o título esclarece. O elenco contará com Megan Hilty (Wicked) como Doralee Rhodes (papel que no filme é da Dolly), Stephanie J. Block (The Pirate Queen) como Judy Bernly, Allison Janney (Hairspray – Filme 2007) como Violet Newstead, Marc Kudisch (The Apple Tree) como Franklin Hart Jr (O Chefe) e Bebe Neuwirth (Chicago) como Roz.

E outro, sem confirmações do mês mas programado pra 2009, é o revival Guys and Dolls, que inclusive foi anunciado hoje. Comédia musical ambientada no submundo de Nova York entre pequenos furtos e jogadores profissionais. Sky Masterson conhece Jean Simmons, uma voluntária do Exército da Salvação após ser desafiado por outro grande jogador, Nathan, que o desafia a levá-la para Havana por um dia por $1.000, feito que parecia ser impossível pela personalidade de Jean, até o inesperado acontecer. A última montagem na Broadway foi em 1992, com Nathan Lane (Nathan) e Faith Prince (Sra. Adelaide). E em Londres, foi em 2005, com Ewan McGregor (Sky) e Douglas Hodge (Nathan) e no ano seguinte o musical foi estrelado por Patrick Swayze.

Ainda temos o Homem-Aranha que abriu audições a algumas semanas atrás, mas é provável que fique para o final de 2009 ou 2010.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

Add comment 29 Julho 2008

A busca pela nova Elle Woods

No dia 20 de julho, a loirinha Laura Bell Bundy dará adeus à personagem que lhe rendeu uma indicação ao Tony Awards, Elle Woods no musical Legally Blonde. Esse é sempre um grande problema para os musicais da Broadway, o momento em que o OBC (Original Broadway Cast, ou seja, o primeiro elenco) começa a deixar o espetáculo e eles precisam contratar atores novos, que tenham carisma e talento suficiente para superar as comparações com seus antecessores.

E para tentar resolver esse problema é que os produtores, em associação com a MTV americana lançaram o reality show “Legally Blonde The Musical – The Search for Elle Woods”, com apresentação de Haylie Duff e cujo último episódio irá ao ar no dia 21. A vencedora do reality show será a substituta de Laura Bell no musical.

Laura Bell como Elle Woods

Laura Bell como Elle Woods

Até agora, quatro das dez finalistas  ainda continuam na disputa: Autumn, Bailey, Lauren e Rhiannon. O último episódio vai ao ar na próxima segunda feira, e já no dia seguinte os nova-iorquinos terão a chance de conferir o desempenho da vencedora no papel.

Até sexta-feira passada, os brasileiros tinham a chance de conferir os episódios no próprio site da MTV, mas os produtores do musical pediram para que todo conteúdo de Legally Blonde fosse bloqueado para todos os países, com exceção é claro dos Estados Unidos (Talvez seja um reflexo da polêmica envolvendo os direitos que aconteceu no Brasil?).

No entanto, ainda é fácil de se encontrar os episódios em sites de vídeo como Youtube.

Apesar de alguns testes serem um pouco desnecessários (como dançar de bota no frio congelante sobre um chão de concreto ou fazer amizade com cachorros treinados), a idéia do reality show é bem interessante e outros já foram feitos pra selecionar atores para musicais em diversos países. Quem sabe um dia algum musical brasileiro não produz seu próprio reality show e encontra um novo talento?

Leonardo Polo

leonardo@enteatro.com.br

Add comment 14 Julho 2008

Musicais no Brasil – Temporada de 2008/2009

Com o sucesso da volta dos musicais no Brasil, a temporada de 2008/2009 promete várias grandes produções com diversos estilos diferentes. Já existem rumores para outras, mas irei falar aqui somente das que já foram confirmadas.

Avenida Q (Avenue Q)

Conta a história de Princeton, um jovem recém formado com grandes sonhos e pouco dinheiro, que logo descobre que a única vizinhança em que pode alugar uma moraJohn Tartaglia (Princeton)dia é na avenida Q. Entres os vizinhos há Bryan, o comediante desempregado, e sua noiva, a terapeuta Christmas Eve; Nicky, o esperto e bom de coração e seu companheiro de quarto Rod, um banqueiro de investimento republicano que parece ter alguma espécie de segredo; há ainda um viciado em pornografia de Internet, chamado Trekkie Monster, e uma linda professora e assistente do jardim de infância, chamada Kate Monster. E você acreditaria que o superintendente do edifício é Gary Coleman? (Sim, esse Gary Coleman.) Juntos, Princeton e seus novos amigos esforçam-se para encontrar trabalhos, datas e a finalidade de suas vidas.

Musical protagonizado por bonecos, no estilo Vila Sésamo, só que direcionado para o público adulto, onde as músicas, compostas por Robert Lopez e Jeff Marx, incluem temas esclarecedores como “If You Were Gay” (Se Você Fosse Gay), “Everyone’s a Little Bit Racist” (Todo Mundo é um Pouco Racista) e “The Internet is For Porn” (Internet é para Pornografia). Foi o vencedor do Tony Awards de melhor musical em 2004. Se encontra atualmente em cartaz na Broadway e Londres.

No Brasil terá direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho (de “A Noviça Rebelde” – veja aqui).

Previsão de estréia para o segundo semestre de 2008, no Rio de Janeiro.

Cabaret

Berlim no início da década de 30. O nazismo fazia sua ascensão meteórica, mas a grande maioria dasLiza Minelli como Sally Bowles pessoas ainda não tinha noção do terrível poder no qual aquela força política se transformaria. Sally Bowles, uma jovem americana que canta no Cabaré “Kit Kat Club” e sonha em ser tornar uma estrela, se apaixona por Brian Roberts, que é bissexual. Ambos se envolvem com Maximillian von Heune, um rico e nobre alemão. Quando Sally fica grávida, Brian diz que quer casar e declara não se importar de quem seja o filho. Mas o futuro lhes reserva outro destino.

Musical bastante polêmico pela sua temática e conteúdo. Em sua última montagem britânica, incluiu-se cenas de nudismo, Sally Bowles vestida de freira, entre outros. As músicas são de Fred Ebb e John Kander, como “If You Could See Her” (Se Você Pudesse Vê-la), onde Emcee, o mestre de cerimônias do Kit Kat Club, canta junto de uma gorila, fazendo apologia ao relacionamento de dois personagens do musical. Ele, nazista, e ela, judia. O último verso da música diz “Se você pudesse vê-la com meus olhos, ela não pareceria judia”. E claro, os sucessos memoráveis como “Maybe This Time”, “Cabaret” e “Money, Money”. Foi vencedor do Tony Awards de melhor musical em 1966 e de melhor revival em 1998.

No Brasil, a produção está encarregada da grande empresa T4F (de “Miss Saigon”) e seguirá a montagem argentina. As audições já ocorreram mas ainda não há nada confirmado sobre o elenco.

Previsto para o segundo semestre de 2008, em São Paulo.

Essa é a Nossa Canção (They’re Playing Our Song)

Uma comédia-musical que fala da tempestuosa relação entre um consagrado compositor, Vernon Gersh, e uma talentosa letrista, Sônia Walsk.

Vivendo mundos absolutamente diferentes, o encontro dos dois é promovido por suas gravadoras, quando percebem que profissionalmente, eles podem formar uma dupla perfeita. Assim, à medida que, entre eles, a música flui, eles também vão se aproximando, se apaixonando e navegando em um mar de divergências: ele, arrumadinho; ela,alternativa; ele, sistemático; ela, criativa. Remando contra a maré, os dois deixam a relação acontecer, mesmo que desafinada: ele, inseguro, tentando se entregar ao sentimento; ela, confusa, tentando se livrar de sua relação anterior.

O musical estreiou na Broadway em 1979, seguido no ano seguinte por uma produção britânica e conta com a composição de Carole Bayer Sager e Marvin Hamlisch.

No Brasil, teremos Tadeu Aguiar (de “My Fair Lady”) no papel de Vernon e Amanda Acosta (também de “My Fair Lady”) no papel de Sônia.

Previsão para Janeiro de 2009, em São Paulo.

Gipsy (Gypsy)

Musical baseado nas memórias de Gypsy Rose Lee, grande nome do strip-tease americano. Desde pequena,Patti LuPone (Mama Rose) e Laura Benanti (Louise) Rose sempre sonhou com o sucesso. E esse desejo a transformou em uma mãe dedicada e incansável, cujo único objetivo era a fama para suas filhas, June e Louise. Dirigindo uma pequena companhia de teatro, as três viajaram através dos Estados Unidos, apresentando seu espetáculo. Passaram por momentos difíceis, conheceram o amor, a alegria e a dor de suas constantes mudanças. Mas o brilho do sucesso foi ficando cada vez mais difícil de ser alcançado. Abandonada por June, que decide deixar para trás a vida de artista, Rose é obrigada a investir todos seus esforços em sua outra filha, Louise. Até que, no momento mais decadente de suas vidas, o destino prepara mais uma de suas reviravoltas e surge, finalmente, a grande chance! Do dia para a noite, a tímida Louise se transforma em sensação internacional e inica uma nova carreira, cheia de surpresas, luxo e romance.

Vencedor do Tony Awards de melhor revival em 1989, encontra-se atualmente com outro revival na Broadway, com Patti LuPone (Mama Rose), Laura Benanti (Louise) e Boyd Gaines (Herbie), todos vencedores do Tony Awards desse ano por, respectivamente, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor ator coadjuvante. Conta com composição de Jule Styne e Stephen Sondheim, e inclui música memoráveis como “Everything’s Coming Up Roses”, “You Gotta Get a Gimmick” e “Rose’s Turn”.

No Brasil, teremos Totia Meirelles (de “Garota Glamour”) no papel de Mama Rose e Adriana Garambone (de ‘Cole Porter, ele nunca disse que me amava” e “Chicago”), que comprou os direitos do musical, no de Louise. Direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Previsão de estréia para o segundo semestre de 2008 ou início de 2009, no Rio de Janeiro.

Hairspray

Marissa Jaret Winokur (Tracy Turnblad)O ano é 1962, a segregação racial e o preconceito ainda assolavam Baltimore. Entretanto, nada disso afeta o bom-humor e alto astral da rechonchuda Tracy Turnblad, uma garota cheia de simpatia que sonha em dançar no principal programa de TV, o “The Corny Collins Show”. E mesmo sem os “padrões” necessários para isso, realiza seu sonho. À partir daí, começa uma luta por uma causa maior, a integração.

Vencedor do Tony Awards de melhor musical em 2003, e contando com a composição de Marc Shaiman e Scott Wittman, o musical está atualmente em cartaz na Broadway e Londres. Existe uma versão cinematográfica, que saiu ano passado, contando com John Travolta, Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, entre outros.

No Brasil, será trazido pela Chaim Produções (de “Os Produtores”) e contará com a adaptação de Miguel Falabella (também de “Os Produtores”).

Sem previsões no momento, mas acredita-se que seja em 2009, na cidade de São Paulo.

Into the Woods

Conheça a vida dos mais famosos personagens de contos de fadas depois do “felizes para sempre”. Um padeiro e sua esposa viajam para um bosque a procura de uma vaca, uma capa vermelha, um par deKerry O'Malley (Mulher do Padeiro), Stephen DeRosa (O Padeiro), Vanessa Williams (A Bruxa) chinelos dourados e alguns feijões mágicos – tudo necessário para transformar a maldição de suas vidas. Eles encontram um grupo de personagens como Chapéuzinho Vermelho, Rapunzel, João, Cinderela, entre outros; e suas estórias se entrelaçam dentro do bosque, onde tudo é possível.

Vencedor do Tony Awards de melhor revival em 2002 e com composição do grande Stephen Sondheim, inclui as famosas canções “Children Will Listen” e “No One Is Alone”. É considerado um dos clássicos do Sonheim e rumores não faltam para uma versão cinematográfica.

No Brasil, será trazido pela Master Produções Artísticas e Culturais (de “Aida”).

Sem previsão, com indícios de realização no final desse ano ou início de 2009.

Jane Eyre

Marla Schaffel (Jane Eyre) e James Stacy Barbour (Rochester)Órfã, Jane Eyre está sob os cuidados de sua tia, que simplesmente não tolera a personalidade forte e decidida da menina e, por isso, a manda para um rígido colégio interno. Dez anos depois, Jane tornou-se professora e vai trabalhar no castelo Thornfield Hall como governanta de Adele, a protegida do atormentado e solitário Edward Rochester. Logo se sente atraída pelo misterioso patrão. E o que parecia impossível acontece. Ele também se apaixona. Mas quando estão prestes a se casar, o segredo que Rochester esconde vem à tona e pode pôr fim à felicidade de Jane.

O musical abriu na Broadway em 2000, baseado na obra de Charlotte Brontë e com composição de Paul Gordan. Uma versão revisada está prevista para estrear até 2009, nos Estados Unidos, onde seguirá fazendo tours regionais.

No Brasil, será trazido por Saulo Vasconcelos (de “O Fantasma da Ópera”) e Sara Sarres (de “West Side Story”), que compraram os direitos juntos e irão protagonizar. Ele no papel de Edward Fairfax Rochester e ela no papel de Jane Eyre.

Sem previsões para estréia, mas tudo indica que para o início de 2009, em São Paulo.

Assista ao vídeo, produzido por Denny Naka, em que Saulo e Sara comentam sobre esse novo projeto e apresentam algumas canções.

Legalmente Loira (Legally Blonde)

Elle Woods é uma garota loira e linda que repentinamente tem seu namoro rompido porLaura Bell Bundy (Elle Woods) ser considerada fútil demais pelo namorado. Disposta a reconquistá-lo, ela vai para a Universidade de Harvard, onde ele estuda, para fazer Direito e provar que é inteligente. Lá encontra muitas dificuldades, como ver que a nova namorada de seu ex-Warner está noiva dele.

Musical baseado no filme estrelado por Reese Witherspoon, atualmente em cartaz na Broadway, é considerado um hit, com composição de Laurence O’Keefe e Nell Benjamin.

No Brasil, Luciana Vendramini comprou os direitos e irá protagonizar. A produção ficou nas mãos de Charles Möeller e Cláudio Botelho.

Previsão para outubro desse ano, em São Paulo.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

15 comments 24 Junho 2008

Paulo Szot no Tony Awards 2008

Depois de ler todas as matérias que sairam falando do nosso brasileiro vencedor do Tony Awards, você que perdeu a oportunidade de assistir o evento ao menos gostaria de assistir a apresentação e o discurso dele? Pois o Enteatro te dá essa oportunidade! Segue em primeira mão a apresentação de Paulo Szot, Kelli O’ Hara, Danny Burstein e elenco do musical South Pacific.

E agora, o discurso de Paulo Szot que recebeu seu prêmio de melhor ator de Liza Minelli.

Parabéns Paulo Szot! O Brasil agradece.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

1 comment 17 Junho 2008

Tony Awards 2008 – What an Enchanted Evening!

A algumas horas, no Radio City Musical Hall em Nova Iorque, ocorreu a entrega dos Tony Awards, prêmio considerado equivalente ao Oscar da Broadway.

Quanto aos resultados, não tivemos muitas surpresas, mas a premiação desse ano foi especial para o Brasil pois Paulo Szot, primeiro brasileiro protagonista na Broadway, foi o vencedor do prêmio de melhor ator num musical. O que também não foi nenhuma surpresa tendo em vista as maravilhosas críticas que renderam de sua atuação como o fazendeiro francês Emile de Becque em South Pacific, musical que levou no total 7 Tonys.

Além das críticas, o brasileiro já ganhou prêmios como o Drama Desk, the Outer Critics Circle, o the Theatre World Award, além agora do ápice de todos eles que foi o Tony Awards, onde concorreu com os veteranos Daniel Evans (Sunday in the Park with George) e Tom Wopat (A Catered Affair), e ao mesmo tempo com dois outros estreantes, Stew (Passing Strange) e Lin-Manuel Miranda (In The Heights), ambos também bem aclamados pela crítica com seus musicais completamente originais. Szot fez um discurso breve, agradecendo amigos, pessoas do ramo musical, a família, etc. Inclusive mandou um feliz aniversário em português para a sua mãe. Após o discurso, os vencedores tiveram a chance de agradecer alguém que eles pudessem ter esquecido e Szot mais uma vez falou em português e dedicou o prêmio ao povo brasileiro, principalmente aos artistas que lutam pelo reconhecimento nacional e internacional. Assista esse discursso aqui:

Agora segue a lista completa dos vencedores.

Categoria Musicais.

Musical: In the Heights.

Revival: South Pacific.

Ator: Paulo Szot, South Pacific.

Atriz: Patti LuPone, Gypsy.

Ator Coadjuvante: Boyd Gaines, Gypsy.

Atriz Coadjuvante: Laura Benanti, Gypsy.

Partitura: Lin-Manuel Miranda, In the Heights.

Libretto: Stew, Passing Strange.

Direção: Bartlett Sher, South Pacific.

Cenário: Michael Yeargan, South Pacific.

Design Sonoro: Scott Lehrer, South Pacific.

Figurino: Catherine Zuber, South Pacific.

Iluminação: Donald Holder, South Pacific.

Coreografia: Andy Blankenbuehler, In the Heights.

Orquestrações: Alex Lacamoire and Bill Sherman, In the Heights.

Categoria Peças.

Peça: August: Osage County, by Tracy Letts.

Revival: Boeing-Boeing.

Atriz: Deanna Dunagan, August: Osage County.

Ator: Mark Rylance, Boeing-Boeing.

Direção: Anna D. Shapiro, August: Osage County.

Ator Coadjuvante: Jim Norton, The Seafarer.

Atriz Coadjuvante: Rondi Reed, August: Osage County.

Cenário: Todd Rosenthal, August: Osage County.

Design Sonoro: Mic Pool, The 39 Steps.

Figurino: Katrina Lindsay, Les Liaisons Dangereuses.

Iluminação: Kevin Adams, The 39 Steps.

Paulo Szot com seu Tony Awards

Agradecimento a Marina Menezes pelo vídeo fornecido.

Charles Fouquet

charles@enteatro.com.br

Add comment 16 Junho 2008

A Noviça Rebelde

E finalmente, em 22 de maio de 2008, estréia a nova produção brasileira de A Noviça Rebelde (The Sound of Music), famoso musical da Broadway, imortalizado pelo filme homônimo. A nova montagem não segue o chamado “musical franchising” e, portanto, é totalmente brasileira no que se refere a escolha de cenários, figurinos, interpretação e outros detalhes, seguindo somente o roteiro original e as canções.

Quem é fã do filme, se surpreenderá com a montagem, que reproduz a história que foi montada nos palcos, antes mesmo da adaptação cinematográfica, assim, algumas canções novas aparecem, ao lado daquelas que foram compostas somente para o filme e imortalizadas, mas que permanecem nessa versão, e a famosa música na qual Maria, no Brasil interpretada por Kiara Sasso – veterana atriz de musicais, que participou de produções como A Bela e a Fera e O Fantasma da Ópera -, canta suas coisas favoritas: “Coisas que eu amo” (My favourite things), nessa versão é ambientada no convento ao lado da Madre Superiora e não mais no quarto com as crianças Von Trapp, a explicação para o fato? simples, desde o início desse ano, a detentora dos direitos autorais da peça não permite mais que seja reproduzida a versão dos cinemas no palco, devendo ser seguida a estrutura original da composição, a qual, sinceramente, é muito coerente, pois a canção fica completamente amparada pelo enredo quando localizada naquele momento do texto.

Os méritos dessa montagem são grandes: Kiara Sasso, mostra domínio no genêro musical e prova que sua experiência é grande, com técnica vocal acertada, a única ressalva é que em alguns momentos eu via a personagem Bela tentando ser a Noviça, talvez pelo excesso de meiguisse que remete a um personagem anterior da carreira da atriz, que ainda resgatou um timbre de voz semelhante em algumas falas; o elenco infantil, composto por 18 crianças que se revezam interpretando 6 filhos do Capitão Von Trapp, é brilhante! Todas cantam, dançam, interpretam e fazem inveja até em alguns atores mais experientes! É incrível ver a afinação deles, concentradíssimos em seus papéis; Solange Badim faz uma Baronesa que junto com Fernando Eiras, o Tio Max, garante comicidade no ponto certo e ainda qualidade técnica invejável; Mirna Rubim e Vera do Canto, que nessa montagem se revezam no papel de Madre Superiora, fazem bonito, cada uma compondo sua personagem de forma diferente e sempre com qualidade vocal invejável (se puder veja com as duas! se não, opte por Mirna que além de fazer uma Madre mais amorosa, brilha com sua voz potente!); Carolina Puntel e Maria Netto, intérpretes de Liesl, alternam sessões no papel da filha mais velha do Capitão, e cada uma com sua doçura e jeito meigo, defendem o papel brilhantemente e garantem uma linda cena com a canção “Dezesseis e Dezessete” e as freiras que mostram imensa qualidade técnica.

Mas existem alguns itens que não contribuem para o brilhantismo da peça: Herson Capri, o famosos Capitão Georg Von Trapp nessa montagem, não chega aos pés do resto do elenco, inconfortável com a necessidade de cantar e tirando o brilho de um dos momentos mais emocionantes da peça, a canção “Edelweiss”, tenho certeza que Ricca Barros, substituto de Herson, defende o Capitão de forma muito mais acertada; Bruno Miguel faz um Rolf sem graça e que desafinou nas duas noites em que acompanhei a peça, não correspondendo ao brilhantismo de seu par romântico, a linda Liesl; os cenários poderiam ter um maior glamour, algo me incomodava, talvez pelo fato de imaginar uma mansão da família Von Trapp muito mais imponente, o que talvez não foi possível devido as dimensões do teatro Oi Casa Grande, que apesar de ser um grande marco para o Rio de Janeiro, não é nem de perto um Teatro Abril ou um Teatro Alfa; as transições de cenários poderiam ser mais dinâmicas, a solução de ser utilizar penumbra enquanto automatizadamente os cenários se movem vagarosamente enquanto o maestro sustenta uma trilha relacionada com a peça, acaba por tirar o dinamismo da montagem e, por último, a péssima idéia de se utilizar algumas projeções que com desenhos infantis, me fizeram perguntar: não existe nada melhor do que inventar bonequinhos pra aparecerem atrás da protagonista em um de seus solos?

O saldo é positivo! Uma peça divertida, leve, alegre, para todas as idades! Que emociona os mais velhos que se lembram do filme e diverte as crianças e adolescentes que se sentem representados no palco!

Talvez, falte um pouco mais de emoção em substituição a técnica.

Kiara Sasso e crianças em cena de A Noviça Rebelde

MÉDIA: 9.0

RECOMENDAÇÃO: Não deixe de curtir “Coisas que eu amo” interpretada por Maria e a Madre Superiora, se encante em todas as músicas cantadas pelas crianças e se divirta com a Baronesa e o Tio Max em “O que é que a gente faz?”.

Guilherme Udo

guilherme@enteatro.com.br

2 comments 12 Junho 2008

West Side Story

Em 2007, a Takla Produções Artísticas trouxe um musical que foi muito elogiado pela crítica e pelo público, My Fair Lady. Neste ano, o diretor Jorge Takla tenta repetir o sucesso com outro clássico dos musicais, West Side Story, que conta a história de Maria e Tony, um casal inspirado em Romeu e Julieta, que luta para ficar junto, mesmo pertencendo a gangues inimigas.

Com música de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, o musical tem versão brasileira assinada por Cláudio Botelho, que consegue fazer versões que funcionam bem, mas nem de longe possuem a dinâmica das letras de Sondheim. Além disso, Botelho consegue achar soluções geniais para difíceis problemas (como a música “Tonight”, que em português foi adaptada para “Você”), mas não consegue fugir dos lugares comuns em músicas mais simples de serem versionadas.

Os cenários, assinados por Jorge Takla, são bonitos e adequados, pois apesar de serem pequenos para não atrapalhar os números de dança, possuem uma impressionante riqueza de detalhes. A troca dos cenários acontece de maneira rápida e dinâmica, sem pano branco como acontecia em My Fair Lady. O diretor também é o responsável pela iluminação, que pode incomodar a princípio os fãs acostumados com as cores do filme, mas que são fiéis a montagem da Broadway de 1957.

No elenco, Fred Silveira consegue com seu timbre suave dar uma nova cara ao personagem Tony. No papel de Maria está Bianca Tadini, que merecidamente volta a ocupar um lugar de protagonista após ser substituta em “O Fantasma da Ópera” e “My Fair Lady”. Ela consegue fazer uma Maria apaixonante e impressiona a platéia com a facilidade que tem em alcançar as notas mais altas. Sara Sarres como Anita é quem mais surpreende em um papel bem diferente daquele que o público está acostumado a vê-la e mostra total domínio na dança, canto e atuação. Francarlos Reis também brilha, mesmo em um papel pequeno.
O restante do elenco se mostra muito afiado e competente no canto e nos complicados números de dança, mas por ser um musical com uma grande quantidade de diálogos, fica claro que existe uma certa deficiência de alguns membros do coro no quesito atuação.
A orquestra sob a regência de Vânia Pajares é um espetáculo à parte, principalmente ao final do espetáculo, quando tocam a música que serviu de abertura na versão cinematográfica.

No final, o saldo é positivo e Jorge Takla consegue mais uma vez fazer um espetáculo com grande qualidade técnica e que somente perde alguns pontos na atuação e na história. Apesar de muitos insistirem que a trama se mantem atual nos nossos dias, é difícil levar a sério uma briga de gangues que se vestem de cores diferentes, com data e hora marcadas, ainda mais com a violência que vivemos não só no Brasil, mas no mundo todo. O amor de Tony e Maria também é outro ponto questionável, pois tudo acontece muito rápido na trama e acaba sendo até difícil se envolver e torcer pelo amor dos dois. No entanto, estes são problemas que já existiam na produção original.

Sara Sarres e Frederico Silveira em West Side Story

MÉDIA: 8.0

RECOMENDAÇÃO: Preste atenção na cena do Ballet no início do segundo ato, uma das músicas mais bonitas, cantada pela talentosa Daniela Vega.

Leonardo Polo

leonardo@enteatro.com.br

Add comment 12 Junho 2008


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