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Incêndio no Teatro Cultura Artística
Na madrugada do domingo, 17 de Agosto de 2008, o Teatro Cultura Artística se incendiou. É uma grande perda para a cena paulistana, que era comtemplada por grandes espetáculos e concertos nas duas salas que faziam parte do teatro.
Em nota a imprensa, a Sociedade Cultura Artística informa que os concertos de hoje, segunda-feira - 18 de agosto, e terça-feira (19), com a Orquestra Filarmônica de Liège serão mantidos, transferidos para outros locais. Quem possui ingressos para o dia 18 de agosto assistirá ao concerto no Teatro Municipal de São Paulo. E os possuidores de ingressos para o dia 19 de agosto, assistirão ao concerto na Sala São Paulo. Os artistas, programas e horários serão mantidos.
As sessões dos outros espetáculos que estavam em temporada no Teatro, “O Bem Amado” e “TOC TOC”, estão temporariamente interrompidas. Os espetáculos serão transferidos para outros teatros a serem definidos e divulgados nos próximos dias. Os ingressos já adquiridos serão ressarcidos.
Para mais informações, a Sociedade de Cultura Artística está atendendo ao público no telefone (11) 3253-4229.
Leia mais sobre o incêndio aqui.
Add comment 18 Agosto 2008
O Beijo na Terra

Peças infanto-juvenis são raras no Brasil, como afirma Marcus Vinícius de Arruda Camargo, diretor de “O Beijo na Terra” – montagem que vem tentar preencher esse buraco.
“O Teatro infanto-juvenil ainda é raro no Brasil. Ou os espetáculos são infantis ou juvenis. Existe um vazio na área teatral em se tratando de jovens. São poucos os espetáculos voltados para essa faixa etária.”
Assim a peça tenta, através de uma aproximação com esse público, pensar na formação do futuro dos pré-adolescentes – ” Vivemos num mundo em transformação constante. Nos valores, na tecnologia, no comportamento, na educação, nos hábitos, em quase tudo. A transformação do jovem brasileiro muitas vezes nos deixa , e a ele próprio, paralisados, assustados, inertes. Outras vezes nos deixa motivados, em êxtase, com alegria. Nesse antagonismo de emoções encontramos, ao nosso ver, o teatro infanto-juvenil.”
A trama discute relações afetivas, amizade, traição, preconceito e diferenças sociais de maneira bem humorada e sem ser cansativa, contando o namoro de Vininho, interpretado por Rafael Morpanini – com um trabalho primoroso de ator -, com Menina, personagem de Luana Melo.
Vale notar a valorização do folclore brasileiro ao longo do texto e a necessidade de aproximar o público do folclore brasileiro, uma vez que tudo é retratado dentro da cultura caipira.
O processo de montagem valorizou o trabalho dos atores e utilizou uma linguagem diferente – “Durante todo o processo tivemos como base o uso da linguagem cinematográfica, o mostrar o ator de verdade sem uso de mascaras de interpretação, não um ator querendo ser uma criança, mas o ator despertando a criança que vive dentro dele, se permitindo viver à situação com prazer, com alegria de viver aquele momento que é único de verdade e não tentando enganar o espectador com artifícios de voz de criança o algo parecido.”, diz Rafael Morpanini.
Se a preocupação é transformar, o objetivo é alçancado com glória, pois não só os pré-adolescentes, mas os pais sairão da peça tocados de alguma forma, movidos por aquela magia ali apresentada.
Com cenários e figurinos bem cuidados, feitos com o trabalho do próprio elenco, a encenação ganha vida, pontuada por uma trilha sonora que casa perfeitamente com todo o trabalho e age como o elo de ligação entre todos os elementos cênicos.
“O Beijo na Terra” está em cartaz em temporada popular no Teatro Augusta, localizado na Rua Augusta, 943, Cerqueira César – Sábados e domingos às 16h – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Mais informações no site do teatro.
Guilherme Udo
7 comments 14 Agosto 2008
Quando as Máquinas Param
A peça, de Plínio Marcos, tem direção de Dan Rosseto e conta com Fernando Belo e Ligia Paula Machado no elenco.
O texto mostra o cotidiano de um jovem casal formado por Nina e Zé, cuja condição social leva um relacionamento estável e baseado no carinho a sofrer grandes abalos.
Ao entrar no pequeno teatro, que já garante um clima bastante intimista, você se depara com um cenário que remete a cozinha de uma casa bem simples e pode pensar “Lá vem mais uma montagem sobre a pobreza… que chato!” – Engano! A peça surpreende em todos os sentidos!
Logo no início, os dois jovens atores mostram que a cena teatral de São Paulo renova seus talentos e que técnica e paixão pelo teatro podem caminhar juntos, resultando num brilhante trabalho de atuação, apesar da pouca idade. A valorização do texto, através da construção de personagem que cada um fez, fica evidente.
A direção de Dan Rosseto proporciona uma montagem que não cansa a platéia, com ótimas opções para transição de tempo e local da ação somadas a uma brilhante trilha sonora. O diretor consegue criar aquele clima gostoso que faz com que os espectadores queiram mais e mais daquela história.
Ótima opção para se divertir no sábado à noite, Quando as Máquinas Param ainda leva a reflexão sobre as diferenças sociais, o desemprego, o amor, as relações humanas e o limite de cada um.
A peça fica em cartaz até o final de agosto, sempre aos sábados às 21h30 no Teatrix, localizado na Rua Peixoto Gomide, 1066. Os ingressos custam R$ 20,00.
Guilherme Udo
1 comment 5 Agosto 2008










